São Paulo, terça-feira, 18 de agosto de 2009   15:00:50

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Boletim – Agosto/2009 – 3 - ANO IV

 

 

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 Sérgio Freitas

 

 


Política:

 

         Tem que haver uma saída institucional.

 

        É comum, no Brasil, os ocupantes de cargos majoritários e também os parlamentares, mesmo depois de graves denúncias serem colocadas contra eles, se agarrarem aos seus cargos, não se afastando, para permitir e legitimar as investigações. Em outros países, assim que uma denúncia é colocada, imediatamente os acusados se afastam, quando não renunciam.

 

        Assim, nos deparamos com essa situação absurda do presidente do Senado Federal, encoberto por inúmeras acusações, provas, confissões, gravações, indícios, etc. Ele não quer sair, assim como a governadora do Rio Grande do Sul. Mas como? A maioria da população quer que ele saia. As acusações são consistentes e, algumas, ele mesmo admitiu. Então, qual a solução? Ele tem que sair. Mas, se não quer sair espontaneamente, tem que haver um mecanismo que o retire de lá. Será necessária a quebra da normalidade institucional para retirá-lo? Espero que não. Contudo, não será possível esperar para sempre.

 

        Que as cabeças, nos topos das nossas instituições, meditem e encontrem uma forma de remover a pedra do caminho da evolução da Sociedade brasileira.

 

 

 

         Palestina. Não percam essa chance.

 

        Os palestinos precisam entrar em um acordo mínimo. Não obstante a simpatia e apoio da comunidade internacional à criação do Estado palestino, caso eles não sejam capazes de estabelecer um acordo mínimo, que garanta a realização de eleições livres, a segurança interna e a de Israel, enfim, a governabilidade, esse  sonho poderá se perder.

 

        Se os palestinos são uma nação, devem agir como tal. Este é o momento para que um ideal maior tome o lugar de questões menores, setorizadas, às vezes, mesquinhas e ridículas.

 

        Um povo que não é capaz de se unir em torno de uma língua, cultura, território, bandeira, governo comum, não será respeitado.

 

        União, entendimento, foco, segurança e paz.

      

 

Economia:

 

 

            Sustentabilidade Global: Amazônia > Ouro.

 

               

        Há certa falta de entendimento sobre o que fazer com a Amazônia, no sentido de que ela seja preservada e, ao mesmo tempo, propicie progresso para as populações que lá vivem.

 

        O presidente Lula quer que a comunidade internacional dê dinheiro para o Brasil preservar a Amazônia. Isso não funcionará. O dinheiro vai sumir e a Amazônia também.

 

        Primeiramente, é preciso estabelecer um programa cientifico para estudar e posteriormente aplicar novas substâncias medicinais, etc. Poderemos fazer parcerias com institutos científicos e com a indústria farmacêutica. Estudos sobre a biodiversidade também são importantes, podendo assumir formas de parcerias e arrecadação de recursos. Turismo ecológico é outro nicho. Porém, a verdadeira solução será colocar a floresta como lastro da nossa economia.

 

        A floresta tem um valor econômico/ambiental que pode ser calculado. É só imaginarmos quanto custaria, em todos os sentidos, se ela desaparecesse. Assim, nossa moeda seria lastreada em área da floresta. A floresta vale mais do que ouro. Tal providência faria que a sua preservação se tornasse extremamente importante para o país. Nossa economia, estabilidade monetária e poder de compra estariam diretamente vinculados à preservação da floresta. Desta forma, a preservação seria consequência de um interesse nacional, não havendo necessidade de que dinheiro externo fosse injetado, emprestado ou investido.

 

        A economia tem que mudar seus conceitos. Pois, de que adianta uma montanha de ouro em um planeta desértico e morto?

 

        No entanto, tal ideia só funcionará se a Amazônia for o lastro da participação da América do sul na moeda global. Assim, todos seriam beneficiados sem gerar cobiças. É um assunto difícil, que precisa ser discutido. Caso contrário, não haverá forma de preservar a floresta e garantir desenvolvimento para o continente.

 

        Não é preciso dizer que nos tornaríamos um país, um continente, muito rico. Coisas da nova economia. 

 

 

            Bons conselhos:

 

        Quem está seguindo os conselhos do banco Central não está se machucando com os movimentos bruscos, como os dessa segunda-feira, dia 17/08/09.

 

       

PROJEÇÕES: 

Inflação: 4,420% (IPCA)  = Sem Viés. 

Crescimento do PIB 2009: Método Anterior -0,80%  / Método Atual  -0,10%   = Sem Viés. 

Cotação Euro Dez/09:  R$ 2,641 R$ 2,691 Sem Viés. 

Cotação Dólar Dez/09:   R$ 1,855 a R$ 1,905  = Sem Viés. 

Emissão: segunda-feira, 17 de agosto de 2009   22:02:46

       

 

           

Fontes utilizadas: UOL - Folha de São Paulo – Estado de São Paulo – Correio Brasiliense – VEJA.com – O Globo –- The New York Times – Agência Reuters – El Heraldo (Honduras) - Wikipedia

 

Sérgio Fernando de Freitas

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