São Paulo, segunda-feira, 3 de agosto de 2009    12:15:12

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Boletim - Julho/2009   ANO IV

 


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 Sérgio Freitas

 


Política:

         

Num Ato, não secreto, de desespero, a família Sarney apela para a Justiça. Neste caso, um juiz seu “conhecido”, para censurar o Jornal “O Estado de São Paulo”. Este é outro Ato muito grave dos Sarney. Agem como se fosse possível ocultar um mostro deste vulto. Refiro-me ao escândalo. Só piorou. Fica provado, com mais este Ato, que não há condições do senador Sarney ocupar a presidência da República, nas ausências do presidente Lula. Para se salvar, o que poderia fazer?

            Por que a família Sarney não processa o Jornal? Censura prévia é o fim da picada.

            Com a censura, Conselho sem Ética e a teimosia de Sarney em ficar na Presidência do Senado, chegamos ao ponto de ruptura. Não há mais como considerarmos que estamos vivendo em uma Democracia. O senhor Sarney domina o Estado brasileiro.

No tal Conselho sem Ética, se não me engano, praticamente todos os membros são suplentes. Ou seja, sequer foram votados. Isto é Democracia?

Por outro lado, o presidente Lula está se especializando em defender causas erradas. Chávez, Zelaya, Sarney e qualquer outro que pense em ficar para sempre no Poder. Estamos todos vendo, presidente. Vai ter um custo, a médio e longo prazo.

            Todas as evidências ligam os interesses dos Sarney à Petrobras. Por isso essa CPI causa tanto alvoroço.

 Os jornalistas anunciaram tanto, nas outras vezes, mas, parece que desta vez, finalmente, chegou a CPI do fim do mundo.

Espero, sinceramente, que o bom senso prevaleça e a “turma” deixe o Poder.

            Caso contrário, acredito que azedará, de vez.

 


 

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a Petrobras foi instalada.

A maioria é de Renan Calheiros.

No Conselho de “Ética” do Senado, a maioria é de Renan Calheiros.

Que legitimidade tem esse Conselho e essa Comissão?

Eu fico surpreso, ainda, acreditam?

Será que eles acham que ninguém está vendo?

 

 


O deputado Paulo Maluf (PP-SP) apresentou, na Câmara federal, projeto para amordaçar o Ministério Público, prevendo punições e querendo intimidar a ação dos promotores. Logo quem.


A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que pretende institucionalizar o calote a aqueles que têm direito a receberem indenizações tramita na Câmara federal. O Executivo poderá desapropriar a sua casa, e, sabe quando você receberá a sua indenização? Nunca. Inclusive há pessoas idosas e doentes que estão em uma situação desesperadora. O Poder público se lixa.

 


O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) quer ser governador de São Paulo. Vocês perguntarão: Por que de São Paulo e não do Ceará? Não sei. Mas, a questão não é essa. Ele está estudando uma aliança, vejam com quem, Paulo Maluf. Citou Gramsci: “Faço aliança até com Satanás se for para fazer a obra de Deus”. Caro deputado Ciro Gomes, nós já estamos enojados o suficiente para acreditarmos que a união com Satanás trará algo de bom para o nosso Estado. Realmente, a campanha para não reelegermos os políticos terá de abranger os cargos do executivo, também. Já estamos fartos dos mesmos e das mesmas.

 


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) concedeu liminar mantendo o toque de recolher para menores. O conselho baseou-se no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para considerar a medida legal. O mérito ainda não foi julgado. No entanto, esse Estatuto precisa ser revisto. Pelo visto, ele tem um viés autoritário e uma atuação repressora e punitiva, não educativa, como seria o ideal. Se prender adolescente em casa fosse solução, o resto do mundo aplicaria essa medida. Ela não educa, só desvia o assunto do seu real foco: A educação e a responsabilidade dos pais. De repente, alguém pode ter a brilhante ideia de um “toque de recolher para adultos”. Por que não? Na minha opinião, deve prevalecer o princípio constitucional, não o ECA. A constituição garante o direito de ir e vir, sem restrições por faixa etária.

 

Comentário complementar:

A questão é mais séria do que pode parecer. O trabalho (a Educação) tem que ser feito ao longo do crescimento da criança, com ensinamentos, experiências e, especialmente, com exemplos. Prender em casa é uma burrice.

 


A gripe A (H1N1) tronou-se um símbolo da ineficiência do governo Lula. Só espero que não venham com conversa de imposto para a saúde. O governo deve parar de emprestar para quem não precisa e investir na saúde do povo.

 


Inadimissível: A empresa britânica UTI World Wide, enviar 64 contêineres cheios de lixo para portos do Rio Grande e Santos. Fiscalizados, constatou-se que continham 1098 toneladas de lixo. Conforme reportagem da CBN, alguns dos contêineres já estavam vazando líquidos, e o odor era insuportável. O governo brasileiro precisa protestar veementemente contra essa prática. Já temos nosso próprio lixo para cuidarmos.

Comentário complementar:

Parece que tomaram as providências devidas e o lixo já foi embarcado, de volta, para a Inglaterra.

É preciso ficar de olho. Provavelmente, não é um caso isolado.

Punições são absolutamente necessárias. O caso é grave.

 


No âmbito internacional:

Reunião em L’Aquila.

 

A reunião dos chefes de Estado reunidos em L’Aquila, Itália, terminou em uma confusão e profusão de grupos. G8, G14, G5, etc. Há “G” para todos os gostos. As  decisões anunciadas não são exatamente animadoras. Os países, em especial os desenvolvidos, concordaram em estabelecer uma meta para a redução da emissão de gases do efeito estufa em 50% até 2050. Concordaram, também, em limitar o aquecimento global em 2 graus Celsius. Anunciaram planos, não muito específicos, para o combate à crise econômico/financeira e um programa de US$ 20 bi para estímulo à produção de alimentos, com foco na auto-ajuda e não na simples ajuda humanitária. Condenaram, formalmente, as atitudes do pirotécnico da Coréia do Norte.

            Os lideres e suas populações ainda não perceberam que não há mais tempo para promessas e intenções. É necessário um governo planetário, uma administração planetária. Os países abdicariam de parte da sua soberania para a criação do governo planetário. A Terra precisa ser encarada como um sistema composto de subsistemas, e somente uma administração e coordenação central será capaz de tornar, efetivas, as medidas necessárias. Acreditar que cada país fará a sua parte sem olhar os seus próprios interesses é bobagem. Por outro lado, eu não sabia que a Terra tinha um termostato para ser ajustado. Como irão controlar as emissões de gazes, o desmatamento, a aplicação das verbas para a alimentação? Cada país é soberano e não há nenhuma punição caso alguém resolva, simplesmente, desconsiderar as decisões tomadas na reunião.

            Essa questão ainda não foi entendida, estamos todos na mesma Nave, no mesmo Barco. É claro que preservaremos nossas Línguas e Culturas e a administração de assuntos locais. Porém, não há saída para a crise, econômica, política, ambiental, Moral e Ética, a não ser, nos unirmos como um único povo, o povo humano, debaixo do mesmo ideal: Continuarmos vivos e saudáveis.

Comentário complementar:

Nós nos tornamos grandes demais para sermos nações ou países. Já somos um planeta.

A China merece a liberdade. A china carrega um peso excessivo. Um peso corporal, que nada tem a ver com poder ou força. É gordura. Há muito tempo, território deixou de ser preponderante para o desenvolvimento econômico, tecnológico e social. Portanto, a China precisa se libertar do peso extra. Precisa dar liberdade para aqueles que não querem ser chineses. Dentro de critérios, é claro. Imaginem se a Rússia ainda estivesse carregando o peso político das suas antigas “Colônias”.

A China foi muito mal tratada e humilhada pelo ocidente. É natural certo ressentimento e precaução. No entanto, não há mais tempo para remoer antigas mágoas. É a hora de olhar para frente, para o futuro, e que ele seja verde e azul, para a China também.


        

Retorno de Zelaya para Honduras:

 

A situação não pode continuar no mesmo rumo. O Senhor Zelaya tem que voltar à Honduras para responder, como presidente licenciado, às acusações que pesam sobre ele. Isso seria democrático. O resto é hipocrisia. Desfazer o que foi feito é acreditar que misturar fogo e gasolina não é perigoso.

 

Não devemos apoiar o golpismo. Devemos estimular que soluções dentro do sistema democrático sejam, sempre, alcançadas. No entanto, quem rompeu com o sistema foi Zelaya. Terá que pagar o preço.

 

A comunidade internacional precisa defender a Democracia, não políticos. Punir o povo de Honduras não é aceitável e sequer útil.

 

Democracia para todos só pode existir com o respeito à Lei e a observância do princípio da igualdade entre todos os cidadãos.

           


 

Palestina, questão de bom senso:

 

O fato do premiê israelense, Binyamin Netanyahu, ter aceitado a criação de um Estado Palestino é um grande progresso. Como de costume, a Autoridade palestina protestou e disse serem inaceitáveis as condições impostas por Netanyahu, ou seja, que o novo Estado não tenha exército e controle do seu espaço aéreo. É claro que um Estado que não tem exército e controle de seu espaço aéreo não é um Estado soberano. No entanto, os palestinos hão de convir, no momento não há condições para isso. É necessário, como ponto de partida,   criar o Estado palestino, delimitar seu território e Israel cessar a instalação de novas colônias. Os palestinos têm muitos assuntos internos, divergências e contradições a serem resolvidas, antes de pensar em exército. É necessário que pratiquem a Democracia através de eleições sucessivas, que haja a aceitação de um governo central e que as diversas facções concordem em ter uma atuação política e não militar. Um programa progressivo de soberania pode ser estabelecido. Num prazo de vinte anos, à medida que o novo Estado for estruturando sua política, economia e a sua inserção na comunidade internacional, dando passos firmes e inequívocos na direção da Democracia e do respeito ao vizinho Estado judeu, teria sua soberania aumentada, até atingir total soberania. Essa questão da existência do Estado de Israel já passou dos limites. Ele existe, é uma realidade apoiada pela comunidade internacional, e é perda de tempo ficar discutindo o assunto. O Oriente Médio precisa se resolver. Os países árabes têm que pensar como enfrentarão a nova realidade energética deste século. Diminuir a produção para aumentar o preço do petróleo não vai ajudá-los. Pois, quanto maior o preço do petróleo, mais economicamente viáveis se tornarão as pesquisas e a utilização das fontes de energias alternativas. Portanto, eles têm questões bastante relevantes para pensarem, ao invés de ficarem discutindo assuntos já superados pela realidade dos fatos. A Paz será benéfica para todos.

 


Relatório da ONU sobre as Drogas:

Quando foi anunciado o resultado das eleições no Irã, dando vitória esmagadora ao presidente Ahmadinejad, cheguei a desejar sucesso a ele, porque a União Européia e a Organização das Nações Unidas (ONU), de pronto, reconheceram o resultado. Hoje sabemos que estavam errados. Assim, a posição da ONU contrária à legalização das drogas, também está errada

É uma questão de REALIDADE e de respeito à minoria. Uma minoria expressiva. Pois, segundo o próprio relatório, uma população equivalente à população dos Estados Unidos faz uso de maconha. É muita gente. Se a proibição e a guerra empreendida durante décadas, com custos enormes, inclusive de vidas, dessem resultado, não haveria relatório para apresentar. Essa questão precisa ser enfrentada de frente, sem paixões ou falso moralismo. O Ser humano é viciado em prazer. É a realidade. Todos nós temos nossos quartos escuros. “Que atire a primeira pedra aquele que for livre de pecado.” Todos esses recursos que atualmente são destinados a essa infeliz e ineficaz guerra poderão ser utilizados em outros setores relevantes e no próprio atendimento aos usuários com problemas. Por outro lado, dizer que é antiético que os governos cobrem impostos sobre a comercialização das drogas é bobagem. Os governos já cobram impostos sobre o álcool, tabaco e inúmeros remédios os quais são drogas. A lista só vai aumentar e a arrecadação também, em um momento interessante. A ONU precisa rever seus conceitos, estão um tanto medievais.

Fazer pesquisa de opinião com pais e filhos também não é razoável. Nenhum pai, mãe ou filho vai dizer que é a favor da liberação. Ninguém quer mandar o recado errado para o outro, mesmo que secretamente façam uso. Esta não é questão de maioria. É a típica questão do respeito à minoria, que no caso não é tão minoria assim. Temos que ter em mente que o relatório apresenta um estudo baseado em informações de governos e instituições. É impossível saber, ao certo, qual a quantidade de pessoas usuárias pelo mundo. Acredito que podemos multiplicar os números do referido relatório várias vezes.

Precisamos resolver essa equação. Legalizar não significa liberar geral. O álcool, o tabaco e outros têm controles. São proibidos para menores e como podem ser utilizados sem repressão, fica mais fácil identificar quem os utiliza de forma errada e precisa de ajuda.

É uma REALIDADE. Fingir que ela não existe só perpetuará o sofrimento da humanidade. O tráfico deve estar tendo pesadelos só pelo fato do assunto estar sendo discutido. Vamos acabar com o tráfico. A Lei seca deu resultado nos Estados Unidos?

Este problema, o tráfico, só será resolvido com atitudes corajosas, magnânimas e inteligentes. Não é possível que alguns pensem que todos esses milhões de usuários, mundo afora, são delinquentes, malandros, alucinados e inúteis. Há muita gente boa, inteligente, produtiva, séria, honesta e normal que faz uso de drogas ilícitas, como faz das lícitas. Acima de tudo, é uma questão de abordagem REALISTACAMENTE INTELIGENTE.

 


Economia:

 

 

Sustentabilidade Global (SG)      

           

Dando continuidade à nossa análise sobre a Sustentabilidade Global (SG), temos de nos preocupar com a administração, o comando.

Nosso planeta, a Terra, é uma Espaçonave, na qual viajamos pelo Cosmos. Alguém discorda?

Durante milênios viajamos tranqüilos cuidando de nossas vidas, e fazendo nossas besteiras sem que isto interferisse na nossa Espaçonave. Ela navegava no automático sem grandes problemas. No entanto, a Humanidade foi se desenvolvendo tecnologicamente. Começou a utilizar, cada vez mais, fontes de energias poluentes e que provocam distorções no sistema de suporte de vida da nossa Nave. A Humanidade começou a destruir florestas, criar grandes quantidades de animais que produzem gases, além de produzir industrialmente, além de veículos, outros gases nocivos à saúde e à ionosfera. Joga substâncias nocivas à vida, nas águas dos rios e mares, e, usa a água como se ela fosse infinita.

A situação está colocada. Nenhum de nós, nenhum país ou nação pode viver sem a Espaçonave. Cuidar dos assuntos particulares, sejam eles de um terráqueo, de um país ou nação, sem considerarmos o todo, não é mais viável.

Assim, o planeta necessitará de uma administração central, que integre e coordene os diversos interesses e projetos dos diversos países e nações, no sentido de obtermos um resultado que propicie a continuidade da nossa viagem. Não é uma questão de escolha ou de Poder. É uma necessidade baseada na realidade de que, ou todos cuidarão e trabalharão para que a Espaçonave mantenha suas condições de sustentação da vida, ou todos poderemos perecer. Pois, para essa Nave não há substituto de curto ou médio prazo. Assim, uma administração global terá de ser criada, na sequência da criação do Conselho Planetário, em substituição ao atual Conselho de Segurança, e de uma moeda planetária. A Sustentabilidade Global será a verdadeira “Economia Global”.

 


Muitos Carros:

 

 

Como o nosso problema de trânsito, principalmente nas grandes cidades, é o excesso de carros. Uma boa sugestão que ouvi, é aumentar as exigências técnicas, físicas e psicológicas para a concessão da habilitação de motorista. Entretanto, essa medida só melhoraria a vida dos cidadãos se for acompanhada de um projeto sério de desenvolvimento do transporte coletivo.

 

 


O jogo:

 

É interessante ver como certos assuntos que deveriam ser tratados de forma bastante simples viram um bicho-de-sete-cabeças.

 

O jogo, nas suas mais diversas formas é um multiplicador econômico importante, assim como a indústria automotiva ou a construção civil. Movimenta o turismo, inclusive o turismo internacional, hotelaria, transportes, alimentação, espetáculos artísticos, vestuário, etc. É só uma questão de normatizar. Criminalidade aparece em todos os ramos das atividades humanas. Não é justificativa para não aproveitarmos esse veio de negócios. Quanto ao fato das pessoas perderem dinheiro, às vezes até tudo o que têm, não é a regra. A maioria apenas se diverte e paga para isso, é claro. O jogo, como muitas coisas na vida, pode ser bem ou mal usado. Não é porque alguns fazem mau uso dos seus carros que vamos proibir a todos de guiar.

 

Neste momento, em que com tanta preocupação vemos a queda da atividade econômica, a liberação do jogo seria uma forte dose de ânimo, além de reforço para o caixa do Governo. É claro que, só os “binginhos” não resolvem. É preciso liberar cassinos, no melhor estilo Las Vegas ou Montecarlo, nas grandes cidades ou próximo a elas. Não adianta nada investir nisso no fim do mundo. Aliás, seria muito mais chique a reabertura do cassino da Pampulha, em Belo Horizonte, do que o Brasil emprestar dinheiro ao FMI.

 

 


Ouvi o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, dizer que a crise já acabou. Ou melhor, que o Brasil já saiu da crise.

terça-feira, 28 de julho de 2009    23:58:05

Blogsergio.com 

 

A situação está normal. Aliás, normal está, há muito tempo. Euforia! Por favor, me poupem.

           

O governo age como se o que o governo diz, necessariamente, fosse a verdade. O presidente anuncia que lançará um novo PAC (Programa de aceleração do Crescimento) em fevereiro de 2010. Gasta, gasta e gasta mal. A Globo News apresentou uma pesquisa, preparada pelo SIMPI (Sindicato das Micros e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo), afirmando que parte das empresas que dispensaram no segundo semestre de 2008 pretendem readmitir. A pesquisa demonstra, também, um otimismo, grande, em relação ao futuro próximo.

 

Não sei não. Tudo certo, mas está esquisito.

           

O governo Lula vê no sucesso da economia, a tábua de salvação eleitoral para 2010. Pois, se a economia estivesse ruim, Lula, Sarney, Renan e muitos outros, já teriam partido “em um rabo de foguete”.

           

Portanto, para o governo é importante o “oba-oba”, a propaganda de que crise já acabou e tudo será maravilhoso, daqui para frente. Lá, lá, rirá.

 

Só que, ninguém diz quem vai pagar a conta. Esqueceram da conta? Dos bilhões que o governo injetou na economia? Da renúncia fiscal? Dos gastos desenfreados do governo? Do aumento do Bolsa Família? Do acordo com o Paraguai?   -    Quem vai pagar? Quem?

           

Concordo em comemorarmos o que há de positivo. No entanto, não podemos nos perder em um delírio alienado. Há muito para fazermos. Não resolvemos o caso Sarney. As reformas? Foram esquecidas.

           

Hoje, por outro lado, tivemos as seguintes manchetes:

terça-feira, 28 de julho de 2009    23:58:05

Blogsergio.com 

 

            - Inadimplência das empresas atinge pior nível desde 2007, diz Serasa (Correio Brasiliense)

            - Bancos cobram mais juros no cartão, apesar da forte queda na taxa básica. (Correio Brasiliense) [Aliás, essa estória de que os juros ao consumidor estão caindo, é conversa para boi dormir]

            - Inadimplência no Brasil sobe pelo sétimo mês e tem maior nível desde 2000. (Economia UOL)

            - Governo central tem déficit primário de R$ 643,8 milhões em junho. (Economia UOL)

            - Banco Mundial empresta US$ 30 milhões para combate à pobreza na Bahia. (Folha Online) [Se está tudo tão bom, por que estamos precisando de dinheiro emprestado para combater a pobreza?] [Não emprestasse para o FMI, então.]

           

Precisamos ter lucidez, para percebermos que a situação ainda inspira cuidados. Quem está alucinado por 2010 é o presidente Lula, não nós.

 

 

Comentário:

            Os Mercados não devem ficar preocupados com a crise no Senado. A saída de José Sarney será benéfica para o país e para a economia. Precisamos de uma injeção de ânimo, de confiança e de prazer por sermos brasileiros. Chega de tanta desonestidade e tanta falta de Ética, na História deste país.

 


PROJEÇÕES: 

Inflação: 4,420% (IPCA)  = Sem Viés. 

Crescimento do PIB 2009: Método Anterior -0,80%  / Método Atual  -0,10%   = Sem Viés. 

Cotação Euro Dez/09:  R$ 2,695 a R$ 2,745 = Sem Viés. 

Cotação Dólar Dez/09:   R$ 1,908 a R$ 1,958  = Sem Viés. 

Emissão: segunda-feira, 3 de agosto de 2009    03:06:23

 

BOVESPA

2009

 

 

 

30/jun

31/jul

 

Var %

pontos

51465

54765

3300

6,412

 

 

 

 

 

Nasdaq

 

2009

 

 

 

30/jun

31/jul

 

Var %

pontos

1835,040

1978,500

143,46

7,818

 

 

 

 

 

EURO

 

 

2009

 

 

30/jun

31/jul

 

Var %

 

2,740

1,865

-0,8749

-31,932

 

 

 

 

 

Dollar

Comercial

2009

 

 

30/jun

31/jul

 

Var %

 

1,964

2,672

0,7075

36,023

Fonte: CMA.

 

 

 

 

 

Câmbio:

 

Compra

Venda

 

 

31/07 (PTAX)

1,8718

1,8726

 

 

 

 

 

 

 

 

Juros

 

 

 

 

 

Taxa SELIC - Meta

8,75%

 

 

 

Reunião Copom: 22/07    Sem Viés

 

 

 

Taxa SELIC diária

8,65%

 

 

 

31/jul

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reservas internacionais;

 

 

 

Conceito de liquidez Internacional.

 

 

Posição em 31 de julho de 2009: US$ 210.981 Milhões.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Banco Central do Brasil.

 

 

 


30-07-09CIELO__UOL[1]
   
Bom Exemplo. Parabéns, Cielo.



 
(foto UOL)

 

 


 


Fontes utilizadas: UOL - Folha de São Paulo – Estado de São Paulo – O Globo – Correio Brasiliense – VEJA.com - The New York Times – Agência Reuters – El Heraldo (Honduras) - Wikipedia

 

Sérgio Fernando de Freitas

       (administrador CRA SP 60.104)

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